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domingo, 15 de janeiro de 2012

Excesso de Dias

Eu ouço todas as explicações, chances e esquecimentos e vou me sentir melhor estando lá fora junto a chuva. Eu corro por volta de meu sitio de concreto, pisando em todas essas folhas tendo alucinações e me debatendo sozinha em minha cama de poeira do tempo, mas vou me sentir mais confortável estando lá fora com a chuva. Um prato cheio de passas é o que colocam a minha vista, o desejo de caminhar até seus medos me transformaram em um soldado cheio de lágrimas. Achei todas as formas de salvação com dor, mas nenhuma me fez chorar tanto como esta. Os textos lidos não traduzem mais o que eu sinto realmente, e eles não podem chorar por mim, ninguém pode. Andar ao meu lado, quem sabe. Eu gritei teu nome por especial, mas parar com meu perdão parecia imparcial. Vamos dormir e deixar que os pesadelos nos peguem, é melhor que tentar parar o oceano e mares de minha vida. Eu não posso sentir minhas pernas, elas ainda doem quando recordo dos ossos que eu mesmo quebrei...

Ninguém, ninguém...

O sal está derretendo tudo que eu comeria hoje e as histórias me confundem, me mantendo em um isolamento de minhas próprias façanhas. Olhar para meus dois olhos brilhantes e não ver meu reflexo. As luzes de neon se expandem pela rua com a neblina e eu não alcanço suas mãos. Há mentiras por todo meu corpo incluindo em minhas retinas. As lágrimas perdem a velocidade e a lentidão de agora machuca minhas partes mais sensíveis. Há uma escassez de pureza e olhares, uma sublime rispidez, uma carência em atos sutis e cheios de eventos imaginários e fora da realidade. Meus versos estão privativos de qualquer palavra sofisticada. O som do silêncio é sempre quebrado por aporrinhações solúveis a minha alma e meu decorrente espirito.

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